setembro 09, 2004

As Horas



Eu sei que estou me tornando repetitivo, mas esse é mais um filme da lista: Todos já assistiram, menos eu. Na época do lançamento do filme, em 2002, ele foi muito comentado no IFCS. Alguns diziam que o filme tinha vários conceitos filosóficos imbutidos na história, outros o atacavam como melodrama para mulherzinha. Bem, ontem pude tirar a prova e me definir com qual grupo concordar.
É evidente que a história se dá em um universo feminino, sob uma ótica também feminina (mesmo que seja uma adaptação do livro de um homem, no caso Michael Cunningham). Mas os temas abordados não são de exclusividade do "sexo frágil". Muito da falta de adaptação do homem moderno em relação ao mundo se faz presente (como diria o João, os males da pós-modernidade).
Tenho ciência de que as bobagens ditas acima não ajudam muito, então vou fazer um pequeno resumo da história: Três gerações de mulheres, uma inglesa de 1926 (Virginia Woolf); uma america de 1951 (moradora de subúrbio de classe média) e outra america de 2001 (editora literária de NY) se encontram em angustias semelhantes, e todas elas tem a influência do romance "Mrs Dalloway" em suas vidas. A partir dessa premissa, é mostrado um dia na vida de cada uma dessas mulheres, como elas se dão com as pessoas próximas a sí e quais problemas atormentam cada uma de suas vidas. Tinha tudo para ser um daqueles dramalhões banais onde as pessoas saem do cinema com lencinhos na mão. Mas o filme foi conduzido de uma maneira sóbria, onde esses problemas são encarados de maneira madura e sem apelações.
Gostaria de ter escrito algo melhor sobre o filme (meio que enchi linguiça), mas acho que vale a pena assití-lo. That´s it...